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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Taurina é coisa de bebê

Quem conhece sabe que a minha pequena herdeira é um foguete banguela de 9 meses. E sem querer querendo, dei uma lida na composição do suplemento lácteo que estamos dando pra ela, e veio a surpresa:


Taurina! Minha grande companheira de mestrado! Será que o suplemento lácteo estava dando asas à pequena Beca?

Fui dar uma pesquisada.

Taurina é um aminoácido não essencial, já está aí. Segundo a própria Red Bull, um ser humano de 70kg tem 70g de Taurina no organismo. Na verdade, é "o aminoácido intracelular mais abundante em humanos", e é importante no desenvolvimento dos recém-nascidos, pois ainda não conseguem sintetizá-la e nem armazená-la muito bem. O leite materno tem uma quantidade razoável. Aliás, a deficiência da Taurina é associada a efeitos deletérios no cérebro e retina (Lourenço R., 2002). Essa mesma referência na literatura cita ainda efeitos antioxidantes e desintoxicantes da Taurina, o que por sua vez ajudaria na absorção dos demais componentes do suplemento (ou do energético, dependendo da sua idade). 



Além disso, nesse leite em pó reconstituído, a quantidade de Taurina é de 0,07mg/100mL. No energético, é de 1000mg/250mL, ou 400mg/100mL. Quase 6 mil vezes mais.

Então não dá pra ficar acordado só com o leitinho...

Então, o leite da Beca não é o problema. O outro leite que demos não continha Taurina, e nem por isso ela estava menos "pilhada". Enfim, ajuda na desintoxicação, e no desenvolvimento cerebral, mas não é isso que faz ela ter tanta energia. Deve estar nos genes, ou sei lá o quê, mas só me resta me conformar e aguentar o ritmo dela.


Imagem meramente ilustrativa

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