Publicidade

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre aquecimento global

Voltaram a aparecer aqueles que chamam a mudança climática de "falácia", e as preocupações com aquecimento global de histeria coletiva ou sei lá o quê. Eles argumentam que tudo não passa de uma forma de as grandes economias mundiais forçarem os emergentes a ficar em seu lugar, e que a comunidade científica não chega a um parecer consensuado sobre os dados climáticos. Mas não é bem por aí.

Primeiro, as nações emergentes (como nós) não precisam de ajuda externa para estragar tudo, nós já somos bons em tomar decisões erradas e afundar nossos próprios navios;

Segundo, não existe essa história de "falta de consenso". Enquanto aqui nós estamos discutindo se o aquecimento global é real ou não, nas comunidades onde a ciência tem investimentos e respeito a discussão é se a presença de nós, seres humanos, tem alguma influência no aumento das temperaturas médias.




Em um levantamento do The Consensus Project, foram encontrados mais de 4.000 estudos sobre mudanças climáticas, escritos por mais de 10.000 pesquisadores, e 97% deles concluem com a afirmação de que a atividade humana contribui majoritariamente para o aquecimento global.

O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, estabelecido pela ONU) se reúne frequentemente e emite relatórios com novos dados e observações, de modo a fornecer embasamento sólido para que os governantes tomem decisões.


No relatório do IPCC de Novembro de 2013, algumas afirmações contundentes baseadas nos dados obtidos e nos estudos feitos:

1) O aquecimento do sistema climático é inequívoco; 
2) A influência do homem no sistema climático é clara; 
3) Limitar a mudança climática requer reduções substanciais e sustentáveis de emissão de gases estufa. 

Como sabemos, afirmações categóricas como estas demandam embasamento à altura. Então, aqui estão alguns dos dados obtidos e apresentados pelo IPCC:

1)

2) Aqui, eles são mais cautelosos, tratando a correlação entre o aumento da temperatura média global e o aumento na emissão de gases estufa são uma relação de causa e consequência "muito provável".

3) Como vai ser daqui pra frente

Representative Concentration Pathways (RCPs) diferentes cenários estimados com base em possíveis índices de força radiante (em W/m2) no século XXI, definidos como possibilidades de alta, média e baixa confiabilidade.




O relatório tem ainda muitos dados e observações de tendências como índices pluviométricos regionais, pH de águas superficiais, extensão do gelo marinho no hemisfério norte.





Enfim, a despeito da controvérsia suscitada por alguns, há uma tonelada de dados que comprovam o que muita gente apenas acha: que as coisas não estão indo bem. E o melhor/pior é que nós, teoricamente, temos a capacidade para mudar isso. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário