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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A quimiluminescência em Avatar

Todo mundo que eu conheço e que viu Avatar ficou impressionado. Uns com o visual e outros com a grana gasta em uma história meio bleh. 



Avatar é um daqueles lembretes de que o cinema pode criar mundos fantásticos e nos levar a viagens incríveis. Havia um boato de que James Cameron teria engavetado o roteiro desde a década de 90 até que a computação gráfica tivesse evoluído o suficiente para proporcionar tudo aquilo. Não sei se é verdade, mas se for, explica um pouco do por quê o filme ter cheiro de Sessão da Tarde.
De qualquer forma, se tivesse um pacote promocional pra visitar Pandora (com tour guiado), eu iria. E o visual de lá é maneiro graças à bio e quimiluminescência.

Pandora
O planeta dos Na'vi tem algumas semelhanças com a Terra: abundância de água, florestas, um ecossistema rico. De forma grosseira, mesmo que os bichos, plantas e fungos sejam diferentes, ainda são bichos, plantas e fungos. A diferença é que lá, uma floresta não fica totalmente escura à noite, já que alguns (na verdade, muitos) destes seres emitem luz no espectro visível.

Essa luz é resultado dos fenômenos de bio- e quimiluminescência.


Certas reações químicas podem produzir luz, e podem ser úteis tanto em investigações criminais como em festas rave (tópicos não necessariamente relacionados).


Cara, o que aconteceu aqui?!
Em análises forenses, e já vimos isso em CSI, é comum usar o Luminol. 
O Luminol reage com peróxido de hidrogênio, formando o íon aminoftalato liberando luz visível. Essa reação é catalisada por Ferro, que é abundante no sangue (voilá!), então quanto mais ferro, melhor se processa a reação e mais intensa é a luz emitida.



Certos organismos também emitem luz por processos bioquímicos, como peixes das profundezas e vaga-lumes. 
Os processos bioluminescentes são em geral baseados no sistema Luciferina-Luciferase.
A enzima Luciferase cataliza a oxidação da Luciferina, gerando Oxiluciferina e luz. 

Neste caso tem ATP envolvido, o que pressupõe processos metabólicos de um organismo com vida, mas nem todos têm essa característica. Seres marinhos possuem um análogo à Luciferina, que é a Coelenterazina.

Planctons bioluminescentes nas Ilhas Maldivas


Os pesquisadores têm concluído que a bioluminescência evoluiu de maneiras distintas e aparentemente independentes. Os primeiros registros são de águas vivas há cerca de 400 milhões de anos.

Há linhas de pesquisa aplicando a bioluminescência na área médica, por exemplo, com bactérias bioluminescentes para conhecer o progresso de uma infecção no organismo, como em estudos feitos por virologistas inserindo genes de bioluminescência em Salmonella, e há projetos de estender isso para vírus, como HIV.




Pois bem, Avatar... É um daqueles filmes sem graça, mas que é meio obrigatório ver. Vale pelo visual. Se tivesse este cara seria certamente mais interessante:


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